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Promotor de Sorocaba chama jovem morto de vagabundo

via Estadão

O promotor de Justiça e professor da Faculdade de Direito de Sorocaba Jorge Alberto de Oliveira Marum voltou a causar polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira, 16, depois de chamar um jovem morto pelo pai em Goiânia de “vagabundo”. Guilherme da Silva Neto, de 20 anos, foi assassinado na terça-feira, 15, pelo pai, que discordava do apoio a ocupações em escolas.

Marum compartilhou uma notícia sobre o caso no Facebook e acrescentou o seguinte comentário: “Não precisava tanto. Era só cortar a mesada do vagabundo e chorar no banho”.

promotor-sorocaba-jO presidente da subsecção de Sorocaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Márcio Rogério Dias, disse que manifestações como ocupação de escolas, como forma de reivindicar e marcar posição sobre temas oportunos, são direitos de livre manifestação previstos na Constituição. “Se a mobilização é feita sem arruaça e baderna, dentro da ordem, é constitucional. Se formos impedir a livre manifestação, vamos acabar com a democracia.”

Para o presidente seccional da OAB, participar de movimentos sociais e ocupações não torna a pessoa um criminoso ou vagabundo. “Não sei o contexto em que foi feito o comentário, mas nosso pensamento é de que as ocupações, sem obstruir o direito de outros e sem menosprezo ao trabalho policial, são lícitas. O que não se pode aceitar é depredação e baderna.”

O promotor Jorge Alberto de Oliveira Marum já havia causado polêmica quando comentou o tema da Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado. O exame pedia que os candidatos escrevessem um texto sobre a violência contra a mulher no Brasil.

À época, ele disse que “mulher nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila” e que “só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher”. Sobre este caso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a lançar uma nota em repúdio à declaração do promotor.




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