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Prefeitura corta pela metade a distribuição de fraldas para pacientes acamados

via Cruzeiro do Sul

A distribuição de fraldas para pacientes acamados em Sorocaba está cortada pela metade desde junho e a Prefeitura, que reconhece o corte, não tem recomendações a dar aos pacientes, não sabe quantos pacientes recebem as fraldas geriátricas e não tem previsão para que a distribuição seja normalizada.

Enquanto isso há famílias extremamente preocupadas, sem saber o que farão nos próximos dias, quando acabar as fraldas entregues em menor quantidade no mês de junho.

A porteira Márcia Valéria de Oliveira, 51 anos, está desesperada porque sabe que no próximo dia 10 devem acabar todas as 90 fraldas que retirou no dia 28 de junho. Quem usa é o pai dela, um idoso com 80 anos que segundo Márcia já não mais enxerga, sofre de esquizofrenia, tem mal de alzheimer e está imóvel na cama em casa porque recentemente passou por uma cirurgia no fêmur. Até o mês de maio a Prefeitura entregava a ele 180 fraldas, o que era suficiente para 25 dias, cabendo à família a aquisição de outras 24 fraldas, ao valor aproximado de R$ 70 reais. “Eu não sei o que vou fazer”, afirma a porteira Márcia, sobre o que acontecerá quando as fraldas acabarem nesta semana.

Já se fala em corte total

A engenheira Iara Tozzato, 47 anos, também está insatisfeita com o corte das fraldas, que retirava para o filho que sofre de paralisia cerebral. Ela conta que, apesar do filho usar 180 fraldas por mês, a Prefeitura entregava 120 fraldas, mas agora a situação ficou ainda pior, já que no último dia 24 recebeu somente 64 fraldas. Ela conta que no Centro Saúde Escola onde retira as fraldas, na avenida Comendador Inácio, foi informada que não havia previsão se em julho haveria distribuição, já que se fala no corte total. “É um absurdo, não é só isso que um acamado precisa: ainda temos que comprar remédios já que nem tudo é fornecido gratuitamente”, reclamou Iara sobre o fato de ter que comprar mais fraldas a partir deste mês.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde respondeu que “está atenta e procurando os meios para normalização no atendimento a essa demanda.”




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