Chuva SdV Alagamento

Chuvas alagam casas e avenidas em Sorocaba e região

Via Jornal Cruzeiro do Sul

O rio Sorocaba transbordou, a avenida Dom Aguirre e a rua Juvenal de Campos precisaram ser interditadas, casas em Sorocaba e Votorantim foram invadidas por água e barro. Famílias passaram a noite aguardando o nível da água diminuir para começar a limpeza. Geladeiras, móveis e outros pertences foram perdidos. A situação que se repete a cada verão voltou a ocorrer ontem a partir das 18 horas, neste ano com um pouco de atraso em relação aos anteriores, já que desta vez a chuva castigou a população próximo do final de janeiro. De acordo com uma estação fixa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Sorocaba, ontem caiu 25,8 milímetros de água entre as 18h e 23 horas.

Na rua Professor Luiz Amaral Wagner, Vila Pelegrino, durante o resgate de um casal de idosos, a mulher que é acamada, precisou ser retirada por bombeiros vestidos com roupa de neoprene (espécie de borracha), por volta das 23 horas de ontem. Pouco antes, na avenida 18 de Agosto, próximo da região da Vila Assis, o Corpo de Bombeiros atendeu pessoas que estavam ilhadas em um carro. Na própria Vila Assis, na via de entrada do Parque dos Espanhóis, rua João Francisco das Neves, a água invadiu várias residências, uma delas, inclusive pela janela com altura pouco superior a um metro. “Perdi tudo, não fiquei desabrigado porque vou passar a madrugada esperando a água abaixar para começar a limpar”, disse Natanael Alves, 56 anos, que mora com quatro pessoas. “Isso não acontecia há dez anos”, declarou Wilson de Oliveira, 62 anos. O nervosismo em ver a garagem e uma pequena piscina completamente submersas e invadir a residência em altura superior a da garagem chegou a provocar crises respiratórias na auxiliar administrativa Lúcia Cristina Quevedo, 47 anos, moradora da rua coronel Freire de Andrade, próxima ao Shopping Sorocaba.

Em Votorantim a água alagou alguns pontos baixos da avenidas 31 de março, mas o trânsito não chegou a ser interditado. No bairro Fornazari, rua Maximínia Leme, a água chegou tanto pela rua como pelo barranco ao fundo de várias casas, na região de forte declive. A Defesa Civil recomendou à família com três adultos de Maria das Dores de Carvalho, 43 anos, que deixasse a residência ou não entrasse no cômodo próximo ao barranco de quatro metros de altura no fundo do quintal, pois um pouco de terra já havia deslizado. Na mesma rua, o ajudante geral Luís Roberto Oliveira Camargo, 31 anos, perdeu vários móveis. O Corpo de Bombeiros e Defesa Civil também registraram diversas ocorrências relacionadas a quedas de árvores, vias intransitáveis e residências alagadas.

Foto: Cruzeiro do Sul

 




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