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Chega a R$ 6,6 milhões o valor desviado da Santa Casa

via Cruzeiro do Sul

Foi divulgado pela Polícia Civil a conclusão do terceiro inquérito que investiga as irregularidades praticadas na gestão da Santa Casa de Sorocaba. Segundo as investigações, há um esquema de desvio de verbas no hospital, “por meio de um contrato fraudulento”, no valor total de R$ 6,6 milhões.

Três pessoas foram indiciadas por associação criminosa: o ex-provedor da instituição, José Antonio Fasiaben e os donos da empresa Caetano & Caetano Ltda. ME., Romildo Caetano da Silva e Douglas Caetano da Silva. Além disso, segundo a polícia, Fasiaben também foi indiciado por corrupção passiva, e os proprietários por corrupção ativa e sonegação fiscal. Os três vão responder ao processo em liberdade.

De acordo com os delegados Marcelo Carriel e Alexandre Cassola, “havia um esquema fechado entre eles de superfaturamentos de notas fiscais e pagamentos de propina”. A polícia apurou que os desvios ocorreram “por meio de contrato fraudulento onde a empresa emitia notas fiscais com descrição genérica sobre serviços prestados de manutenção de camas hospitalares, com valores de até R$ 50 mil mensais (superfaturados)”.

Os desvios começaram em 2003 

Segundo as investigações, os desvios do dinheiro da Santa Casa ocorreram no período de 2003 a 2013 e teriam chegado ao valor total de R$ 6,6 milhões. A polícia ainda não sabe informar para onde o valor foi desviado, mas continua apurando o seu destino; e, para isso, já pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos.

A polícia afirma que empresa contratada para realizar os serviços de manutenção em macas e camas hospitalares não era especializada nesse ramo de atividade, pois se trata de uma oficina mecânica e funilaria de pequeno porte. Os delegados alegam que, na prática, os donos da funilaria recebiam R$ 2,5 mil por mês em troca de assinarem notas fiscais com valores mensais de até R$ 50 mil.




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