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Cancelamento da Semana de Hip Hop gera protesto na Câmara

A Semana Municipal do Hip Hop, que aconteceria entre 12 e 20 de novembro, foi cancelada pela Prefeitura de Sorocaba na semana passada (13 de outubro), quando o diretor da área de gestão cultural, Régis Massarotto anunciou a informação. Segundo a Secult, o motivo do cancelamento é a falta de verba para custear despesas de locação de equipamentos de som e luz e pagamento de cachês de artistas e palestrantes convidados.

Um grupo de cerca de 40 pessoas protestou na Câmara Municipal hoje (13/10) contra o cancelamento da Semana do Hip-Hop. De acordo com os manifestantes, o objeto do ato foi sensibilizar os vereadores e o Executivo para reverter a decisão, já que, segundo eles, o segmento é o segundo com maior representação na cidade, conforme o mapeamento cultural feito pela Secretaria de Cultura (Secult).

De acordo com Vinícius Nascimento, o evento foi cancelado verbalmente e “diferente da maneira oficial que a Secult nos chamou para montar a comissão organizadora do evento, o Régis nos disse que recebeu um e-mail do COTIM (Comitê de Otimização de Gasto Público) vetando nosso uso da verba reservada a nós porque ‘aos olhos do Ministério Público, não são prioridades'”.

Para Nascimento, a Semana do Hip Hop se completa com a Semana da Consciência Negra, comemorada na mesma semana:

Ela nos proporciona um encontro, uma partilha e uma difusão enorme daquilo que temos como usos e costumes o ano todo, este estilo de vida jovem, inquieto, empático e evolutivo. Ela representa o reconhecimento de uma postura sociocultural, obtida pela arte, mas assim como a Capoeira, luta disfarçada de dança, também é um exercício de resistência aos opositores que sabemos que ainda existem e não são poucos”.

Nascimento completa que, o contrário do que muitos pensam, não é uma festa. “Ou melhor, uma mera festa, é a contemplação de algo muito querido e importante que infelizmente, somente para quem vive 24h por dia, saberá ao certo seu valor”.

O grupo de manifestantes  elaboraram uma carta de repúdio que foi lida na tribuna, mas o assunto não foi comentado por nenhum dos parlamentarer, que seguiram com a ordem do dia.




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